PA CENTRAL REALIZOU MAIS DE 30 MIL ATENDIMENTOS NOS ÚLTIMOS TRÊS MESES


Entre os meses de abril e junho deste ano, o Pronto Atendimento Central realizou 31.119 atendimentos. Desse total 10.689 atendimentos foram registrados em abril, 10.610 em maio e mais 9.820 em junho.

Os dados são da Pró-Saúde, empresa que administra a unidade, e foram apresentados durante a audiência pública de prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde referentes ao 2º trimestre de 2010, ocorrida nesta terça-feira, 27.

De acordo com o administrador hospitalar da Pró Saúde, Dr. Paulo Czrnhak, os números superaram a meta estipulada em contrato entre a empresa e a Prefeitura, que era de 8.333 atendimentos em cada mês.

Os atendimentos em clínica adulto foram os mais registrados na unidade, totalizando 21.987 nos três meses. Clínica pediátrica vem logo atrás com 8.084 atendimentos. Em seguida estão a ginecologia e obstetrícia que totalizaram 808 atendimentos e a ortopedia com 240 atendidos.

O levantamento da Pró-Saúde aponta que 87% do total de atendimentos são de pacientes de Arujá, o restante é de atendimentos a pessoas de outros municípios.

Os atendimentos a pacientes de Itaquaquecetuba chegam a 10% do total da demanda atendida no trimestre, significando 3.306 atendimentos. Os demais pacientes são de Guarulhos (2% do total), Santa Isabel, Mogi das Cruzes, São Paulo e outros.

O administrador hospitalar explica que o Pronto Atendimento é uma unidade de 'portas abertas' e precisa respeitar a universalidade preconizada pelo Sistema Único de Saúde. "Somos obrigados a atender a todos. Mas nós acreditamos que essa demanda era intencional, eles têm a preferência de serem atendidos em Arujá por terem acesso mais fácil e o atendimento é mais rápido do que nas cidades de origem deles", diz Paulo.

Ele acredita que as pessoas das demais cidades que são atendidas no P.A. Central procuraram a unidade porque trabalham em indústrias ou comércio de Arujá e precisaram de atendimento. "Além disso, podem ter vindo através da Via Dutra que corta a cidade, já que o primeiro atendimento quando ocorre um acidente próximo é em Arujá. Só quando há necessidade cirúrgica nós encaminhamos para unidades de referência", afirma.

A Pró-Saúde também apresentou na audiência pública informações a respeito dos atendimentos prestados na Maternidade Dalila Ferreira Barbosa. Reinaugurada no dia 27 janeiro deste ano, a Maternidade realizou 330 partos no primeiro semestre. Em janeiro foram apenas 9 nascimentos, 65 em fevereiro, 68 em março, 61 em abril, mais 61 em maio e 66 em junho.

Entre abril e junho a maioria dos partos foram normais, sendo apenas 38% de cesáreas. Em comparação entre o 1º e o 2º trimestre do ano houve uma diminuição do número de cesáreas.

"No 1º trimestre nós tivemos um número de cesárea acima do que é preconizado, que é de 40%, mas já estamos conseguindo gradativamente a redução desse índice", afirma Paulo.

A meta é que até o mês de setembro haja a predominância do parto normal, que é o que preconiza o Sistema Único de Saúde através do trabalho feito com as gestantes. "É um trabalho longo que estamos fazendo para reverter essa situação", diz.

Outro dado importante é que no mês de junho 100% das gestantes que tiveram partos na Maternidade fizeram pré-natal. Nos meses anteriores, 99% realizaram pré-natal na rede básica de saúde do município e 1% foi de gestantes que vieram de outras cidades.

Pesquisa de satisfação

Uma pesquisa de satisfação entre as gestantes que passaram pela unidade realizada pela Pró-Saúde nos meses de abril e maio apontou um número positivo de satisfação entre os usuários da Maternidade e do Pronto Atendimento.

A pesquisa referente à Maternidade mostra que 100% das gestantes e dos familiares estão satisfeitos com os atendimentos. No mês de maio foram atingidos 98% de satisfação.

Para o administrador hospitalar da Pró-Saúde, Paulo Czrnhak, os número são resultado do trabalho implantado desde a reabertura da unidade. "Nós colocamos em prática uma gestão assistencial com parto humanizado e o atendimento integral, tanto da mãe e do bebê quanto para os familiares acompanhantes durante todo o período em que eles permanecem na Maternidade", afirma.

Ele adianta que em junho, a pesquisa também aponta 100% de aprovação das gestantes e de seus familiares. "Isso foi possível graças ao trabalho de acolhimento. As gestantes saem da Maternidade com 100% dos procedimentos feitos, inclusive com a primeira consulta do bebê agendada na unidade básica".

Paulo adianta que serão implantadas outras melhorias em breve. "A gente está trabalhando para evoluir ainda mais esse atendimento para que o recém-nascido já saia da Maternidade com certidão de nascimento. Esperamos que na próxima prestação de contas já tenhamos concretizado isso".

No Pronto Atendimento, a pesquisa de satisfação realizada entre os meses de abril e junho também apresentaram resultados satisfatórios, mas que precisam ser melhorados.

Em abril e em maio a satisfação dos pacientes atendidos alcançou 88%, mas em junho esse número caiu para 65%.

Paulo explica o porquê da queda na avaliação dos usuários. "Em junho nós tivemos um registro muito grande de pacientes graves onde os hospitais de referência não conseguiram atender de forma ágil esses pacientes. Isso gerou alguma insatisfação dos familiares que ficaram ansiosos, mesmo a gente dando toda a assistência".

Segundo Paulo Czrnhak a agilidade nessa transferência não é uma atribuição da Secretaria Municipal de Saúde ou da Pró-Saúde. "Nós não podemos colocar o paciente numa ambulância e encaminhar a um outro hospital de referência. Isso seria uma irresponsabilidade e nós temos que preconizar a vida do paciente".

A secretária municipal de Saúde, Dagmar Barbosa Corato, explicou que a transferência dos pacientes para hospitais de referência é responsabilidade da Central de Vagas da Secretaria de Estado da Saúde e que este mês já apresentou os problemas enfrentados pelo município à diretoria do Departamento para que sejam feitas melhorias no sistema.

O administrador hospitalar finalizou sua apresentação agradecendo o apoio da Secretaria Municipal de Saúde. "Queremos agradecer o apoio da Secretaria de Saúde do município neste 2º trimestre, pois muito nos ajudou para que atingissemos esses bons resultados em benefício da comunidade de Arujá".

Por sua vez, a secretária Dagmar retribuiu o agradecimento à equipe da Pró-Saúde pelo empenho e pelo trabalho. "Os resultados estão aí, acho que isso é que é importante avaliar e sempre procurar melhorar".

Ela afirma que faz uma avaliação positiva da gestão da Pró-Saúde à frente da Maternidade e do Pronto Atendimento Central neste primeiro semestre. "A nossa avaliação em relação ao trabalho da Pró-Saúde na cidade é muito boa. Não é excelente, pois nós sabemos que existem problemas e os problemas sempre vão existir na Saúde. Não tem como ser diferente".

A secretária afirma que percebeu 'uma grande melhora na qualidade e na gestão'. "Hoje nós temos dados concretos de tudo o que acontece lá dentro, como eles utilizam o dinheiro, as prestações de contas; a responsabilidade deles é muito grande".

Outro ganho obtido com a administração da Pró-Saúde, segundo Dagmar, é a profissionalização da Saúde de Arujá. "Eu, enquanto gestora, me sinto muito feliz e satisfeita pelo trabalho dessa equipe. São profissionais qualificados. Estava na hora de Arujá mudar, de profissionalizar a Saúde e nós estávamos nesse caminho. O custo é alto, temos passado apuros, mas acho que tudo é possível quando se tem boa vontade e quando se tem um prefeito que apoia e uma equipe que acredita nisso".

Dagmar finaliza dizendo que o resultado ainda não é excelente, mas já pode ser considerado positivo em comparação com o ano de 2009. "Dentro da realidade que vivemos e comparado com o ano anterior, nós hoje estamos muito bem e estou muito satisfeita. Temos que melhorar, mas já estou muito satisfeita com os resultados", finaliza.

    
 
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