A Secretaria de Saúde de Arujá, por meio da Vigilância em Saúde, continua hoje a realização dos trabalhos da campanha de vacinação antirrábica no Jardim Yamamoto, bairro da zona rural da cidade.
A iniciativa teve início nesta segunda-feira, 26, e a novidade é que este ano a imunização acontecerá em duas etapas: do dia 26 a 13 de agosto, na Zona Rural e do dia 02 de agosto a 1º de setembro, na Zona Urbana.
O objetivo da iniciativa é imunizar cães e gatos contra o vírus que transmite a raiva. A meta é vacinar aproximadamente 18 mil animais. Para isso, serão disponibilizados agentes da zoonoses para fazer a aplicação em vários postos espalhados pelos bairros da cidade (confira a tabela abaixo).
Quatro profissionais divididos em duas equipes estão envolvidos na ação, sendo que dois atuam na zona rural e os outros dois na zona urbana.
Os proprietários dos animais receberão uma carteirinha com o comprovante de vacinação. Para outras informações, basta entrar em contato com a Vigilância em Saúde de Arujá, pelo telefone 4652-1051.
Importância da vacina
A raiva é também conhecida como hidrofobia (quando ocorre na forma virótica), e é uma doença causada por um vírus da família rhabdoviridae, gênero Lyssavirus.
A transmissão da raiva se dá pela saliva do animal contaminado pelo vírus da raiva, através de lesão da pele do novo hospedeiro. É causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais.
Por ser uma doença fatal em quase 100% dos infectados, a diretora Neide Takaoka do Instituto Pasteur, referência para todo o país em controle da raiva, destaca a importância da vacinação. Ela afirma que não apenas os cachorros, mas também os gatos devem ser imunizados.
"É importante que, durante as campanhas de vacinação, a população também leve os gatos aos postos, não apenas os cachorros. Os felinos são mais predadores e estão mais sujeitos a caçar um morcego com raiva e com isso se infectar", afirma Neide.
A preocupação se justifica pela mudança no perfil epidemiológico da raiva em São Paulo. Até o final da década de 1990, os cães eram responsáveis pela transmissão da maioria dos casos em humanos. Atualmente, esse papel passou a ser desempenhado pelos morcegos. |