AMAT CONFIRMA PARCERIA COM UFRJ E INSTALARÁ DUAS USINAS DE RESÍDUOS URBANOS


Em entrevista coletiva concedida à imprensa regional, o presidente da Associação dos Municípios do Alto Tietê (AMAT), Jorge Abissamra, destacou a reunião com Emerentino Gomes, representante da Energia Ambiental S.A. e da COPPE/UFRJ; Emanuel Mota e José Silva, representantes da empresa coreana Forcebel, fabricante de equipamentos para usinar resíduos urbanos, ocorrida na sede da entidade na manhã desta quarta-feira,03.

Um relatório técnico será encaminhado pela COPPE/UFRJ, tão logo o CONDEMAT esteja consolidado, para que possa ser aberta a licitação para a instalação de duas usinas no Alto Tietê.

Segundo Abissamra, o processo licitatório para a implantação de duas usinas de tratamento lixo na região será lançado em abril. Juntos os empreendimentos devem custar R$ 280 milhões bancados com recursos vindos da iniciativa privada e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dar início à concorrência internacional será a primeira medida do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), cuja criação ocorrerá até o final deste mês. Deve levar três anos até que as usinas, provavelmente as primeiras do Brasil, estejam em pleno funcionamento.

Cada uma irá criar 75 empregos diretos e necessitará de uma área de aproximadamente 26 mil metros quadrados. Um estudo técnico que levará em conta o aspecto logístico delas vai apontar os municípios e os locais que receberão os empreendimentos.

Para Abissamra esta é a prioridade do CONDEMAT, pois a usina deve estar funcionando dentro de três anos. "A primeira do Brasil. Seremos pioneiros, pois apenas consórcios intermunicipais podem receber verbas públicas e de investidores para este tipo de indústria". A formação do CONDEMAT segue em caráter de urgência, segundo Abissamra.

Até então considerado distante, o processo de instalação das usinas foi acelerado através do acordo de cooperação técnica firmado entre a Amat e a Coordenadoria de Pós Graduação e Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

Os modelos adequados para a região vão tratar o lixo com duas tecnologias diferentes: biometanização - que consiste na produção de gás metano a partir da degradação dos resíduos orgânicos, o que pode ser usado para criar energia elétrica - e gaseificação, onde através do aquecimento do lixo se obtém o gás plasma, que pode ser utilizado também como produtor de energia.

"Essas técnicas produzem energia elétrica e recicláveis. Depois de instaladas, as usinas dão um leque de opções no aproveitamento dos resíduos que passam a ser interessante economicamente para as Prefeituras", disse o diretor da Engenharia Ambiental, Emerentino Gomes. A empresa é responsável pelo desenvolvimento, em parceria com a Coppe, dos estudos sobre a destinação do lixo na região. "A Coppe já tem os recursos e os estudos. Nós só precisamos criar o consórcio até o final deste mês para em abril lançar a licitação", destacou Abissamra.

No dia 10 de março Gomes retorna à AMAT para apresentar mais documentos necessários para o processo de instalação da primeira usina de valorização dos resíduos urbanos no país.

Casa Civil disponibiliza R$ 4 mi para a região

O presidente da AMAT, Jorge Abissamra, participou na tarde desta terça-feira, 02, de uma audiência com o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho.

Abissamra falou à imprensa que foram disponibilizados pelo Governo do Estado cerca de R$ 4 milhões, para que sejam utilizados na minimização dos problemas decorrentes das fortes chuvas que atingiram os municípios do Alto Tietê.

Além desta verba aos municípios da AMAT, Abissamra já havia obtido o compromisso da Secretária Dilma Pena para a construção de piscinões em Poá, Itaquaquecetuba e Guarulhos. Técnicos do DAEE já visitaram as cidades e aguardam projetos.

Jorge Abissamra foi incisivo tanto sobre a usina de transformação quanto na captação de recursos junto ao governo estadual, que "isto foi uma conquista da AMAT, do conjunto de prefeitos".

    
 
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