HOMICÍDIOS EM ARUJÁ CAEM MAIS DE 80% NOS ÚLTIMOS 10 ANOS


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e pela Fundação Seade, Arujá teve a maior queda no número de homicídios nos últimos 10 anos.

Em 1999, eram 32,5 mortes para cada 100 mil habitantes e, em 2009, foram 3,87, uma diminuição de 87,9%. Vale destacar que o limite máximo aceitável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de 10 para cada 100 mil.

Em edição do Jornal Agora São Paulo, publicado no último domingo (07/02), a cidade ficou em destaque na tabela de cidades menos violentas, que considerou municípios com mais de 50 mil habitantes.

Para o comandante da 3ª Cia. da Polícia Militar em Arujá, cap. Alípio de Lima Riosd, a queda registrada nos últimos 10 anos é fruto de um trabalho em conjunto. "É o resultado de um trabalho em conjunto de todos os órgãos, como o da Prefeitura pelo trabalho social que vem sendo desenvolvido, de Educação, já que houve investimento em escolas no município nesse período. Então é um trabalho não só da Polícia Militar e Civil, claro que as duas são responsáveis por uma grande parcela nessa redução, mas o trabalho social e de educação que são desenvolvidos no município tem uma parte importante nesses números".

Ele ainda destaca o desenvolvimento pela PM chamado Programa de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). "Teve também um trabalho muito forte que a Polícia Militar desenvolveu que é o Proerd. No ano passado nós batemos o recorde e conseguimos levar o programa a 20 escolas, ou seja, metade das escolas que tem no município. Esse ano nós temos como meta levar a iniciativa para todas as 40 escolas do município".

Conforme explicou o capitão, a queda de homicídios é um dos índices mais importantes, já que a violência é medida através dos crimes contra a vida. "Os crimes contra a vida são o principal fator para se medir o índice de violência numa determinada região. É o pior tipo de delito que existe porque ele tira a vida de um semelhante".

Outros índices positivos

Além da diminuição de homicídios entre 2000 e 2009, em janeiro deste ano outros índices positivos também chamaram a atenção na cidade. "Em janeiro nós tivemos uma queda total nos índices em comparação com o mesmo período de 2009. Houve uma redução em todos os delitos, exceto furto de automóvel, que empatou com janeiro do ano passado. Só que houve um aumento da população, a cidade cresceu e se você levar em consideração que não houve um aumento na quantidade de policiais militares no município, então você pode considerar que houve uma redução na criminalidade. Arujá é um bom lugar para se morar hoje, recomendo até para os meus amigos", disse o capítão.

Através do levantamento dos boletins de ocorrência registrados na delegacia diariamente, a Polícia Militar afirma que também foi registrada uma diminuição no número de roubos, roubos de veículos e roubos de carga. "Dentro em breve a Cap vai divulgar os números de janeiro e confirmar que houve uma redução dos índices", afirma o capitão Rios.

Outro ponto positivo que ele destaca é que na cidade as pessoas buscam a delegacia para registrar as ocorrências. "Em Arujá as pessoas comparecem ao Distrito Policial diante de qualquer problema que tenham. E isso é importante porque o registro alimenta as fontes de informação que as Polícias Militar e Civil precisam para trabalhar em cima. O boletim é importante porque nos ajuda a direcionar o policiamento. No boletim a vítima acaba transmitindo informações que são importantes para o nosso trabalho como modus operandi, características dos indivíduos, e com isso acabamos chegando ao autor de determinado delito".

Além disso, o fato de ser uma cidade menor também ajuda o trabalho da polícia. "Na cidade as pessoas se conhecem, então se qualquer cidadão é vítima de roubo ou de furto ele pode não lavrar o boletim de ocorrência, mas em pouco tempo as autoridades tomam conhecimento. Por isso entramos em contato com essa vítima e orientamos para que faça a lavratura do boletim de ocorrência para o nosso controle".

O delegado titular de Arujá, José Umberto Xavier, também comemorou a queda dos índices e destacou que o trabalho em parceria com a PM tem sido um dos fatores fundamentais nesse trabalho. "O trabalho em conjunto com a Polícia Militar é essencial e necessário".

Ele ainda afirma que realiza um trabalho preventivo diante de determinados boletins de ocorrência. "Muitas vezes a vítima faz um boletim de ocorrência de ameaça e eu tenho, dentro da minha filosofia, a decisão de intimar aquela parte, o ameaçador, a comparecer à delegacia e conversar comigo. Se é um caso extremo você orienta a pessoa de que se acontecer alguma coisa com aquela pessoa que registrou o B.O. de ameaça ele vai ser o primeiro suspeito, e falar sobre as consequências daquele ato".

Dr. Xavier falou sobre a satisfação em ver a queda nos índices publicada na imprensa. "Quando cheguei aqui em 2003, no ano anterior foram registrados 21 homicídios e em 2009 foram só três e todos foram esclarecidos. Acho que se você considerar de 2000 a 2009 nós ficamos satisfeitos porque tanto eu como o capitão Rios só temos o dever cumprido. Não queremos mais nada. Amanhã ou depois eu estou saindo, o Rios também e o que a gente quer é deixar uma marca positiva. É difícil quando a gente é confundido com a falta de profissionalismo, com inércia. Então o índice veio em boa hora e é importante para nós".

Parabenização da OAB

Diante da publicação da matéria no Jornal Agora São Paulo o presidente da Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Arujá, Carlos Roberto Vissechi, encaminhou um Ofício de Parabenização às Polícias Militar e Civil. Confira na íntegra:

"Vimos através deste parabenizar pelo trabalho desempenhado no município de Arujá, todo o efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil pois conforme noticiado no jornal Agora São Paulo, neste domingo (07/02/2010) Arujá foi considerada uma das cidades da região com menor índice de violência nos últimos 10 anos. Diante desses dados, sentimo-nos honrados em saber que a prestação de serviço dispensada aos munícipes é eficaz fazendo com que possamos confiar cada vez mais no trabalho da Polícia na cidade".

Números na região

O número de assassinatos caiu 68% nas seis maiores cidades do Alto Tietê nos últimos 10 anos, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). O volume de furtos e roubos também foi menor em Arujá, Ferraz, Itaquá, Mogi e Suzano. Só Poá registrou aumento de 4%.

Itaquá e Ferraz também diminuíram em mais de 70% o número de homicídios. O resultado mostra que Itaquá, que chegou a ser considerada uma das mais violentas do Estado, com picos de 70 homicídios a cada 100 mil habitantes, deixou esta condição. Nos últimos 10 anos, houve quedas sucessivas, cujo menor índice foi de 13,66, em 2008, e, no ano passado, teve um aumento de 25%.

Suzano, assim como a vizinha, conseguiu baixar todos os índices de criminalidade nos últimos 11 anos. O destaque vai para a queda pela metade do número de homicídios. Em 1999, eram 35,58 mortes a cada 100 mil habitantes e, 10 anos depois, caiu para 17,5. O pico foi em 2000, com mais de 38 mortes a cada 100 mil.

De 2005 a 2009, os indicadores se mantiveram estáveis, sendo que no ano passado foi o menor resultado da série histórica.

Mogi teve uma redução nos homicídios dolosos (quando há intenção de matar) de quase 43%, enquanto que Poá, de 65,3%.

Em edição do Jornal Agora São Paulo, publicado no último domingo (07/02), a cidade ficou em destaque na tabela de cidades menos violentas, que considerou municípios com mais de 50 mil habitantes.

Para o comandante da 3ª Cia. da Polícia Militar em Arujá, cap. Alípio de Lima Riosd, a queda registrada nos últimos 10 anos é fruto de um trabalho em conjunto. "É o resultado de um trabalho em conjunto de todos os órgãos, como o da Prefeitura pelo trabalho social que vem sendo desenvolvido, de Educação, já que houve investimento em escolas no município nesse período. Então é um trabalho não só da Polícia Militar e Civil, claro que as duas são responsáveis por uma grande parcela nessa redução, mas o trabalho social e de educação que são desenvolvidos no município tem uma parte importante nesses números".

Ele ainda destaca o desenvolvimento pela PM chamado Programa de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). "Teve também um trabalho muito forte que a Polícia Militar desenvolveu que é o Proerd. No ano passado nós batemos o recorde e conseguimos levar o programa a 20 escolas, ou seja, metade das escolas que tem no município. Esse ano nós temos como meta levar a iniciativa para todas as 40 escolas do município".

Conforme explicou o capitão, a queda de homicídios é um dos índices mais importantes, já que a violência é medida através dos crimes contra a vida. "Os crimes contra a vida são o principal fator para se medir o índice de violência numa determinada região. É o pior tipo de delito que existe porque ele tira a vida de um semelhante".

Outros índices positivos

Além da diminuição de homicídios entre 2000 e 2009, em janeiro deste ano outros índices positivos também chamaram a atenção na cidade. "Em janeiro nós tivemos uma queda total nos índices em comparação com o mesmo período de 2009. Houve uma redução em todos os delitos, exceto furto de automóvel, que empatou com janeiro do ano passado. Só que houve um aumento da população, a cidade cresceu e se você levar em consideração que não houve um aumento na quantidade de policiais militares no município, então você pode considerar que houve uma redução na criminalidade. Arujá é um bom lugar para se morar hoje, recomendo até para os meus amigos", disse o capítão.

Através do levantamento dos boletins de ocorrência registrados na delegacia diariamente, a Polícia Militar afirma que também foi registrada uma diminuição no número de roubos, roubos de veículos e roubos de carga. "Dentro em breve a Cap vai divulgar os números de janeiro e confirmar que houve uma redução dos índices", afirma o capitão Rios.

Outro ponto positivo que ele destaca é que na cidade as pessoas buscam a delegacia para registrar as ocorrências. "Em Arujá as pessoas comparecem ao Distrito Policial diante de qualquer problema que tenham. E isso é importante porque o registro alimenta as fontes de informação que as Polícias Militar e Civil precisam para trabalhar em cima. O boletim é importante porque nos ajuda a direcionar o policiamento. No boletim a vítima acaba transmitindo informações que são importantes para o nosso trabalho como modus operandi, características dos indivíduos, e com isso acabamos chegando ao autor de determinado delito".

Além disso, o fato de ser uma cidade menor também ajuda o trabalho da polícia. "Na cidade as pessoas se conhecem, então se qualquer cidadão é vítima de roubo ou de furto ele pode não lavrar o boletim de ocorrência, mas em pouco tempo as autoridades tomam conhecimento. Por isso entramos em contato com essa vítima e orientamos para que faça a lavratura do boletim de ocorrência para o nosso controle".

O delegado titular de Arujá, José Umberto Xavier, também comemorou a queda dos índices e destacou que o trabalho em parceria com a PM tem sido um dos fatores fundamentais nesse trabalho. "O trabalho em conjunto com a Polícia Militar é essencial e necessário".

Ele ainda afirma que realiza um trabalho preventivo diante de determinados boletins de ocorrência. "Muitas vezes a vítima faz um boletim de ocorrência de ameaça e eu tenho, dentro da minha filosofia, a decisão de intimar aquela parte, o ameaçador, a comparecer à delegacia e conversar comigo. Se é um caso extremo você orienta a pessoa de que se acontecer alguma coisa com aquela pessoa que registrou o B.O. de ameaça ele vai ser o primeiro suspeito, e falar sobre as consequências daquele ato".

Dr. Xavier falou sobre a satisfação em ver a queda nos índices publicada na imprensa. "Quando cheguei aqui em 2003, no ano anterior foram registrados 21 homicídios e em 2009 foram só três e todos foram esclarecidos. Acho que se você considerar de 2000 a 2009 nós ficamos satisfeitos porque tanto eu como o capitão Rios só temos o dever cumprido. Não queremos mais nada. Amanhã ou depois eu estou saindo, o Rios também e o que a gente quer é deixar uma marca positiva. É difícil quando a gente é confundido com a falta de profissionalismo, com inércia. Então o índice veio em boa hora e é importante para nós".

Parabenização da OAB

Diante da publicação da matéria no Jornal Agora São Paulo o presidente da Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Arujá, Carlos Roberto Vissechi, encaminhou um Ofício de Parabenização às Polícias Militar e Civil. Confira na íntegra:

"Vimos através deste parabenizar pelo trabalho desempenhado no município de Arujá, todo o efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil pois conforme noticiado no jornal Agora São Paulo, neste domingo (07/02/2010) Arujá foi considerada uma das cidades da região com menor índice de violência nos últimos 10 anos. Diante desses dados, sentimo-nos honrados em saber que a prestação de serviço dispensada aos munícipes é eficaz fazendo com que possamos confiar cada vez mais no trabalho da Polícia na cidade".

Números na região

O número de assassinatos caiu 68% nas seis maiores cidades do Alto Tietê nos últimos 10 anos, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). O volume de furtos e roubos também foi menor em Arujá, Ferraz, Itaquá, Mogi e Suzano. Só Poá registrou aumento de 4%.

Itaquá e Ferraz também diminuíram em mais de 70% o número de homicídios. O resultado mostra que Itaquá, que chegou a ser considerada uma das mais violentas do Estado, com picos de 70 homicídios a cada 100 mil habitantes, deixou esta condição. Nos últimos 10 anos, houve quedas sucessivas, cujo menor índice foi de 13,66, em 2008, e, no ano passado, teve um aumento de 25%.

Suzano, assim como a vizinha, conseguiu baixar todos os índices de criminalidade nos últimos 11 anos. O destaque vai para a queda pela metade do número de homicídios. Em 1999, eram 35,58 mortes a cada 100 mil habitantes e, 10 anos depois, caiu para 17,5. O pico foi em 2000, com mais de 38 mortes a cada 100 mil.

De 2005 a 2009, os indicadores se mantiveram estáveis, sendo que no ano passado foi o menor resultado da série histórica.

Mogi teve uma redução nos homicídios dolosos (quando há intenção de matar) de quase 43%, enquanto que Poá, de 65,3%.

    
 
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