Fortalecer o trabalho, melhorar as condições físicas e de trabalhos para os catadores filiados à Cora (Associação dos Catadores dos Materiais Recicláveis de Arujá e Região) e assim agregar mais pessoas, essas foram algumas das metas anunciadas pelo presidente da entidade, Carlos Henrique Nicolau. Outro objetivo da Associação é saltar dos 28 catadores para 35 até o término de 2009.
Segundo Nicolau, a intenção é ampliar em torno de 30% o volume já coletado pela Cora. "Fechamos o ano de 2008 com 198 toneladas de material coletados. A intenção nossa é que no final do ano nós possamos agregar 30% em cima desse valor, gerando assim mais sete postos de trabalho", enfatiza o presidente.
Outro ponto destacado por Nicolau é a pretensão de transformar a Associação em uma Cooperativa. Segundo ele, a Cora está prestes a participar de projetos do Governo Federal através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), e transformando a Associação em Cooperativa o trâmite para participar do mesmo será mais fácil. "Então a grande meta é que até abril nós possamos transformar a Cora Associação em uma Cooperativa de fato", disse.
Um seminário também é outra meta da Cora para esse ano. Segundo o presidente, o evento previsto para acontecer no primeiro semestre desse ano pretende certificar com o "Selo Amigo do Catador – Empresa Amiga do Meio Ambiente", todas as empresas que doam ativamente seus materiais recicláveis à Cora e respeitam o trabalho do catador.
GALPÃO
Através de um convênio firmado entre o Poder Público e a Associação, em julho do ano passado a Prefeitura Municipal inaugurou um galpão, o qual foi destinado para sediar a Cora. Segundo Carlos, esse espaço possibilitou que a entidade aumentasse o número de materiais coletados.
"Nós coletávamos em torno de 12 a 15 toneladas mês. Com a inauguração do galpão nós passamos a 21, 22 toneladas mês sendo que em novembro fechamos com o montante de 28 toneladas de material coletado, processado e vendido. Com esse resultado nós conseguimos repassar aos catadores cerca de R$ 450,00 a R$ 480,00 por mês", explicou.
Nicolau ainda enfatiza que o número de material que chega à Cora é bem maior, mas infelizmente muitas vezes durante a triagem esse montante diminui, ou seja, apenas o que realmente pode ser processado e vendido é aproveitado.
De acordo com o presidente Carlos Henrique, hoje além das inúmeras empresas que doam seus resíduos recicláveis para a Cora, a Associação faz, como apoio da Prefeitura, a coleta seletiva em todos os bairros de Arujá. |